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25 anos vendendo a paz


Em entrevista ao Headbang, do MSN, Dave Mustaine falou sobre o relançamento comemorativo de 25 anos do álbum Peace Sells… But Who’s Buying?

Quais as lembranças mais vivas das sessões de gravações?

Muita coisa. Estamos falando de uma banda começando a fazer dinheiro e contando com quatro viciados em heroína na formação. É incrível ouvir essas músicas. A guitarra de Chris Poland é perfeita, quase não ficando legal. Mas mixada com meu estilo criou um elemento perigoso. Escutar aqueles solos, cara, éramos realmente demais.

Atualmente há um estilo de tocar guitarra no Thrash Metal. Quando vocês estavam começando, ao mesmo tempo estavam inventando isso. Como você forjou isso?

Cresci ouvindo AC/DC, Led Zeppelin, mas também The Beatles e caras como Cat Stevens e Elton John. Era muito eclético. Penso que muito disso se deve à invasão britânica. Meu estilo de tocar veio da NWOBHM. Talvez por ter passado por uma vida horrível, indo de lugar em lugar enquanto crescia, sem saber o que fazer e acabar como um sem-teto fez com que muita dor e raiva viesse no meu som de guitarra. Ouço outras pessoas tocando e elas conseguem fazer soar com beleza. Sou incapaz de fazer isso. Parece que quando uma canção fica um pouco mais feliz, algo na minha cabeça faz com que eu pare. Não sei o motivo.

A música “Peace Sells” é a única realmente política ou social no álbum. Como acabou se tornando a faixa-título?

Realmente não sei. Provavelmente por ser a que possuía o título mais forte. A idéia foi minha. Estava sem casa, morando em um depósito onde ensaiávamos. Uma garota tinha pena de mim, que me ligava para ir à casa dela de vez em quando, me dava comida, eu tomava banho e passávamos a noite juntos. Um dia, lendo uma revista no quarto dela, falei “Vende-se a paz, mas ninguém está comprando”. Pensei que devia escrever uma música sobre aquilo. Mexi com as palavras e comecei a compor. Não tinha papel, então escrevi a letra na parede. Até hoje penso se a senhora que era dona do depósito foi esperta o suficiente para imortalizar aquele pedaço de concreto.
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