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Antes do rótulo


O site Bravewords bateu um papo com o frontman do Queensrÿche, Geoff Tate. Seguem trechos abaixo:

BraveWords: Os álbuns do Queensrÿche se diferem muito entre si. Por quê não há uma consistência no estilo do AC/DC neles?

Geoff Tate: "É o que fazemos, é nossa coisa. AC/DC é a maior banda de bar do mundo, é o que fazem. Fazemos cada disco diferente do outro e exploramos nossa química musical para ver onde podemos levar a música."

BraveWords: Conversamos no passado sobre um projeto em andamento para fazer um filme (com a história dos dois álbuns "Operaion Mindcrime"). Alguma atualização?

Tate: "Está definitivamente caminhando. Conversamos com muitas pessoas sobre o projeto, mas não posso dizer mais do que isso."

BraveWords: Será um filme baseado na história do álbum ou algo como "A Hard Day's Night", um filme que você só sai por aí?

Tate: "Definitivamente não. Será baseado na história".

BraveWords: A história do Mindcrime acabou ou terá uma parte três em breve?

Tate: "Não, acabou."

BraveWords: Há um pouco de ironia no Queensrÿche. Vocês são uma banda "progressiva", mas toda vez que há "progresso" com a música, os fãs dizem "queremos que vocês continuem os mesmos".

Tate: "Nunca nos intitulamos nada além de Queensrÿche. Já outras pessoas..."

BraveWords: Mas o rótulo tem sempre sido "metal progressivo" e o "Operation: Mindcrime" é considerado um álbum do gênero, mas quando vocês progrediram para "Hear In The Now Frontier" as pessoas diziam "espere, isso não é 'Operation: Mindcrime', o que estão fazendo?"

Tate: Existíamos antes desse gênero chamado 'metal progressivo'. Nunca jogamos esse jogo. Prefiro que as pessoas pensem que somos apenas o Queensrÿche. Rótulos servem para prender o artista. Você começa a acreditar no que as pessoas pensam de você e isso é um ponto perigoso. A partir do momento que você tenta ser o que as pessoas pensam o que você é, é melhor você se enforcar porque você não estará falando por si próprio. Você estará apenas servindo para uma porção da sua audiência."
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