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História de vida


Lançando seu novo álbum, Raised in Captivity, John Wetton falou com exclusividade à Classic Rock.

Antes de falarmos sobre o CD, como está sua saúde? A última vez que falamos você estava com problemas no coração.

Os últimos quatro anos mudaram minha filosofia de vida. Vivo para hoje, tenho apenas o agora, pois qualquer coisa pode acontecer. Amanhã posso não estar mais aqui. Enquanto tiver saúde, darei tudo de mim.

Isso é bem Rock and Roll, não? Bom, falemos do disco.

O legal de álbuns solo é que posso falar de maneira mais pessoal. Também faço isso no Asia, mas não vou tão fundo. Raised in Captivity é sobre minha chegada no Reino Unido, logo após a guerra. O conservadorismo perdurava. Em minha escola, você apanhava se fosse cabeludo. Era algo brutal. Já na adolescência, fui jogado nos anos 1960, na filosofia festeira. Era um cara ferrado, ouvia uma coisa dos meus pais, outra da escola e outra ainda dos amigos. Virei alguém revoltado.

Quando saí de casa, aos 18 anos, Londres vivia uma revolução musical. Queria fazer parte daquilo. Houve uma época que, pelo preço de uma cerveja, você poderia assistir King Crimson, Jethro Tull e Pink Floyd. Essas bandas estavam surgindo e eram incríveis. Penso que ainda há uma proximidade entre os que viveram aquele momento.
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