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Pesadelos, tiranos e calafrios


“Não vivo do passado”. Assim Alice Cooper começa sua entrevista com a Rolling Stone, falando sobre Welcome 2 My Nightmare, seu novo disco que celebra os 35 anos de um de seus mais clássicos trabalhos. “Comecei esse projeto com Ezrin quando ele me lembrou do aniversário de Welcome To My Nightmare. Começamos a imaginar como seria um pesadelo de Alice 35 anos depois. O primeiro mostrava um garoto de sete anos e seu armário, com os brinquedos que ganhavam vida. Agora temos o hip-hop, a tecnologia e um trabalho das nove às cinco em um cubículo”.

O trabalho em estúdio ainda tem o mesmo efeito com o velho produtor. “Bob ainda é um tirano, extrai o melhor de todos. É a única pessoa no planeta que conhece Alice tão bem quanto eu. Somos muito conscientes em relação a quem é o personagem e suas atitudes”, declarou Vincent Furnier, que fez questão de lembrar a importância de um resgate sonoro do antigo trabalho. “Quisemos ter certeza que tentáculos daquele álbum estariam nesse. Se você é um verdadeiro fã, sentirá um frio na espinha”.
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