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Vinda de David Gilmour inicia o fim de um ciclo no Brasil

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A visita de David Gilmour ao Brasil é um marco porque provavelmente será o último dos gigantes do classic rock a tocar por aqui, principalmente entre os que jamais tinham vindo. Teremos Rolling Stones no ano que vem, com enormes chances de que também seja a sua última turnê.

O ex-Pink Floyd encerra um ciclo tardio que colocou a América Latina no mapa no anos 80. Dos gigantes, apenas The Who e seus membros jamais cogitaram tocar por aqui. Com as recentes vindas de Robert Plant “representando'' o Led Zeppelin, então podemos dizer que o todo o leque foi abrangido.

Todo elogios ao Brasil e de muito bom humor, Gilmour foi bastante diplomático na entrevista coletiva concedida no estádio do Palmeiras, em São Paulo, nesta quinta-feira, mas manteve o tom severo a respeito de um eventual encontro nos palcos dos remanescentes do Pink Floyd. O artista toca na cidade nos dias 11 e 12 de dezembro.

Segundo Gilmour, de 69 anos, para evitar tensões, como as que aconteceram na reunião de 2005, no festival beneficente Live 8. “A noite foi prazerosa, mas os ensaios foram tensos, porque tínhamos um histórico doloroso'', lembrou o guitarrista, fazendo alusão às conhecidas brigas com o ex-colega, que chegaram aos tribunais num embate pelo uso do nome Pink Floyd.

“Na época discutimos sobre quais músicas tocaríamos. No fim, o Roger teve de aceitar que seria um convidado da banda. Repetir essa tensão não é algo que gostaria de repetir. Existem interesses comerciais, mais isso não é algo que quero à essa altura da vida'', declarou de forma incisiva.
Gilmour provavelmente fará um dos melhores shows já vistos na cidade de São Paulo, assim como ocorreu com Roger Waters dez anos atrás.

Não esperemos grandes novidades – o repertório será baseado em clássicos do Pink Floyd e em músicas de seu mais recente álbum, o apenas razoável “Rattle That Lock''.
O perfeccionismo dará o tom da apresentação mas, sobretudo, será uma experiência inigualável ver a técnica única de abordagem da guitarra do músico inglês, um dos raros identificáveis apenas nas primeiras notas, por conta de seu timbre.
então, que aproveitemos ao máximo a grande experiência de desfrutar aquele que poderá ser um dos últimos gigantes da história a desfilar seu talento pelo Brasil. E fica a torcida para que possamos, ao menos mais uma vez, rever Van Halen e David Bowie ao vivo – Bom Dylan, quem sabe?

Quanto a The Who, nota zero para Pete Townshend e Roger Daltrey, os donos da banda. A América Latina está novamente fora da prometida turnê de despedida dos palcos, que está em curso. Não sabem o que perderam.
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