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Chris Holmes: ‘Lemmy não me quis no Motörhead por minha altura’


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O polêmico ex-guitarrista do W.A.S.P., CHRIS HOLMES, foi entrevistado por Johan Jakobsson para o site UNT.SE, da Suécia. Dentre a vasta gama de assuntos abordados, ele dá sua opinião sobre Blackie Lawless, o finado frontman do MOTÖRHEAD, Lemmy Kilmister, e religião. O que segue abaixo é um pequeno trecho do papo.
[…]

UNT: Você montou uma nova banda.

Holmes: Sim, ninguém quer alguém como eu. Quem é que iria querer tocar com alguém da minha altura? [Nota do editor: Holmes mede 1m96]

UNT: Por que é que você diz isso?

Holmes: Você acha que Axl Rose ficaria do meu lado? Bruce Dickinson? Eu não os culpo. Blackie tinha 1m91, então nos dávamos bem. Em 1991, quando eu saí do W.A.S.P. pela primeira vez… Lemmy está morto, então eu posso falar disso agora. Eu nasci em Los Angeles, então eu conheço todo mundo. Eu conheço muito bem a cultura das drogas de lá. A meta-anfetamina é uma droga que eu usava. Eu não uso há 2 anos, mas é a única que eu gostava de usar. Eu arrumei um pouco pra Lemmy em 1991, quando ele se mudou pra cá. Quando eu estava casado com Luta Ford e estávamos levando Lemmy de carro para algum lugar. Eu acho que ele estava procurando por mobília para o apartamento dele. Würzel [Michael Burston] e Phil [Campbell] estavam no Motörhead, e daí eu disse,
‘Demita o Würzel ou Phil e me coloca na sua banda! ’ Ele me olhou e disse, ‘Chris, você está falando sério? Eu não tocaria com você nem por um segundo. ’
Eu fiquei muito puto e disse: ‘Eu sou de boa na estrada’. Lemmy me olha de novo e diz: ‘Não se trata de como você é na estrada. É sobre como você é no palco’. Daí eu fiquei mais puto ainda e ele mandou: ‘Vamos dizer, hipoteticamente, que eu estivesse no meio de uma estrofe. Você provavelmente ficaria na minha frente’. Eu pensei e ele estava completamente certo. Especialmente se ele tivesse me dito para não fazer aquilo. Eu o faria apenas para irritá-lo. O que ele quis dizer, claro, era que ele não queria que eu o ofuscasse.
Mas eu não fiquei magoado. Todo mundo é diferente e cada personalidade aflora de um jeito no palco. As pessoas nas bandas de verdade são assim.
[…]
A entrevista completa pode ser lida AQUI
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