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O Top 10 da Raposa


Em homenagem ao aniversário de Eric Carr, o Ultimate Classic Rock escolheu as dez melhores canções do KISS com o baterista. Confira a lista com seus devidos comentários.

10. Carr Jam 1981

Durante as gravações de seu primeiro álbum com o KISS, Music From the Elder, Eric Carr registrou a demo de uma música em que estava trabalhando e adicionou um solo de bateria. Após sua morte, a banda colocou a faixa no álbum Revenge, como um tributo. O solo de Ace Frehley foi removido da versão, mas seu riff já havia sido usado na música “Breakout”, música da estréia do Frehley’s Comet.

9. Under the Rose

Carr deve ter ficado surpreso ao se juntar a um titã do Hard Rock e descobrir que primeiro disco juntos seria diversificado, com passagens orquestradas e temática conceitual sobre um jovem e sua busca em uma floresta mística. Mas ele fez seu melhor, co-escrevendo duas canções. A instrumental “Escape From the Island” e essa, mais dinâmica, alternando versos delicados e um chamado de ação no refrão.

8. Saint and Sinner

Quando Carr, cujo nome verdadeiro era Paul Caravello, se juntou ao KISS, ele teve que mudar seu nome, além de evitar que fotos de seu rosto fossem reveladas á imprensa. A banda ainda usava maquiagem e ele precisava de um personagem. A primeira tentativa foi um falcão, mas logo veio a raposa, como aparece na capa de Creatures Of the Night. O álbum era o esperado retorno ao Hard Rock, com Eric oferecendo um complexo e poderoso som de bateria, particularmente nesta faixa, um desabafo direcionado ao guitarrista Ace Frehley, que estava abandonando o barco.

7. No, No, No

No álbum Crazy Nights, o KISS tentou emular o som de bandas mais contemporâneas, como o Bon Jovi. Mas nessa composição, Eric e Bruce Kulick registraram talvez o que de mais rápido a banda já escreveu, com um show de virtuoses da guitarra e da bateria. Some a isso o inspirado vocal de Gene Simmons, revivendo o seu lado Demon.

6. King Of the Mountain

Asylum não contava com uma faixa escrita por Eric, mas ele abre o álbum com uma introdução devastadora de bateria nessa música, um súbito hino de vitória típico de Paul Stanley. Não sabemos do que trata a luta, mas é óbvio que o KISS venceu.

5. Under the Gun

Outra canção incendiária co-escrita por Carr. A linha metálica da música mostra força e uma execução propulsiva. Além disso, a letra mostra Stanley mandando ver em um estilo tipicamente Spinal Tap em frases como: “I don't need a reason to get crazy / I'm getting crazy / And that's enough”.

4. I Love it Loud

Nesse hino ao volume alto, Carr mostra a segunda intro de bateria mais popular da KISStória (“Rock and Roll All Nite” ainda é a principal) e, sem dúvida, a mais poderosa. A música ajudou a tirar a banda de um longo hiato comercial e permanece como uma das preferidas nos shows.

3. All Hell’s Breakin’ Loose

Carr, inicialmente, não estava muito empolgado com o vocal beirando o Rap que Paul Stanley usou para converteu sua composição, que era uma homenagem ao Led Zeppelin. Mas ele deve ter mudado de idéia quando ela se tornou um hit e ajudou a restabelecer a popularidade de um KISS já sem as máscaras.

2. Heaven’s On Fire

Um dos maiores sucessos do KISS com Eric Carr (sim, sim, conhecemos “Forever”, mas você não quer falar de baladas o dia inteiro, né?), essa faixa conta com um groove de bateria e foi uma das poucas da fase sem maquiagem a seguir no setlist após a reunião da formação original.

1. Little Caesar

Foi preciso esperar até a penúltima canção do último álbum gravado com o KISS, mas Eric Carr finalmente assumiu os vocais principais. Por anos ele cantou “Black Diamond” ao vivo, mas isso era como um grande elogio. Se sua vida fosse um filme, essa seria a trilha para o vitorioso momento de redenção, o refrão seria o perfeito tom edificante. É particularmente legal ouvir a banda inteira no coro. Uma pena ele ter morrido tão jovem, mas é difícil não dizer que Eric Carr trouxe muita alegria a milhões de pessoas durante sua vida.
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