Pular para o conteúdo principal

Sem saudosismo (de novo)


O vocalista Sebastian Bach (ex-Skid Row) foi entrevistado recentemente pelo Sleaze Roxx. Confira trechos abaixo:

Uma das coisas que se destacam no novo álbum, "Kicking & Screaming", é que você ainda tem vocais poderosos. Sei que não gosta de falar sobre o Skid Row, mas a sua performance está comparável ao "Slave To The Grind".

Sebastian Bach: Hey, obrigado. É algo muito legal de se dizer. Minhas bandas preferidas são como o Rush, AC/DC, Neil Young... bandas que continuaram lançando discos independente das tendências. Sou um colecionador de música e estou sempre procurando por CDs legais, mas a verdade é que há poucos bons sendo lançados atualmente. Me considero muito sortudo de poder lançar um novo álbum em 2011. Não quero reinventar a roda, apenas quero lançar um álbum na linha de "Slave To The Grind" e "Angel Down". Estou aqui chutando traseiros e berrando rock n' roll.

Qual foi a inspiração por trás deste álbum, e você concorda que há uma proximidade com "Slave To The Grind"?

Sebastian Bach: Foi há muito tempo... 1991 - vinte anos atrás. Segui uma banda como o Rush que continua lançando álbuns, mas todos eles têm o mesmo corpo. Eles são diferentes, porém parecidos, similares em alguns pontos. Eu sei o que gosto, e gosto de bons riffs, canções energéticas e vocais matadores - é disso que gosto. É o que farei até morrer. Este álbum fico maravilhoso. Tenho um novo guitarrista chamado Nick Sterling, que acabou de completar 21 anos. Ele adicionou um novo som à banda, com certeza. Nick tem aquela energia jovem que você não pode substituir, você fica velho e perde aquilo. Por sorte, sou extremamente imaturo e não progredi nos últimos 14 anos (risos). Nick e eu combinamos muito bem e até parecemos. Quando saímos juntos, as pessoas perguntam se ele é meu filho ou irmão.

Independente do que eu penso ou não sobre o Skid Row atual, sua falta está sendo sentida na banda.

Sebastian Bach: Bem, obrigado. Eu era mesmo o metalhead naquela banda. Eu era o cara no estúdio com o produtor Michael Wagener trabalhando em timbres de guitarra e gritos. Eu estava no metal enquanto os outros estavam mais para Bruce Springsteen ou Sex Pistols. Eu estava no meio de Judas Priest, Iron Maiden e Dio - é de onde eu vim. Penso assim: outras formas de música vão e vêm, mas o metal nunca vai embora. É o tipo de música que você precisa para sobreviver desde que entra no seu sangue.

O que é preciso para juntar você ao Skid Row novamente?

Sebastian Bach: Para mim seria necessário música nova, é o que me interessaria. Poderíamos nos juntar e fazer uma turnê, mas quando ela acabasse, não haveria nada novo nisso. Entrar em turnê para tocar músicas de 20 anos atrás não me interessa - não quero ser um artista nostálgico. Algo como isso não me interessa nem um pouco. Quero lançar minha música nova, e não há motivos para não se fazer isso. Entrei nisso por causa da música. Quando morrermos, a música vai continuar viva. Para mim, é uma forma de imortalizar e é mais interessante para mim nesse ponto.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Guns N’ Roses: Surge primeira foto de W. Axl Rose em 18 meses

Agora já com uma volta de parte do núcleo que fez do GUNS N’ ROSES a maior banda do mundo no fim dos anos 80 e começo dos anos 90 99,999% confirmada, podemos afirmar com a mesma proporção de certeza QUE:

1 – O grupo será SIM headliner do Coachella em abril próximo;

2 – A banda fará uma apresentação ao vivo no programa televisivo JIMMY KIMMEL LIVE! no mesmo dia em que as atrações do Coachella serão afirmadas – 6 de janeiro, uma quarta-feira;

3 – Mesmo com Duff e Slash a bordo, a banda – que também terá DIZZY REED, RICHARD FORTUS e FRANK FERRER – tocará “2 ou 3 faixas” do álbum de 2008 da marca, “Chinese Democracy”;

4 – Existe SIM um esforço do empresário Doc McGhee para que o SKID ROW – agora sem vocalista – reúna sua formação clássica com o vocalista SEBASTIAN BACH para abrir os 25 shows da turnê estadunidense que começa
em maio. Seria um modo de a banda celebrar os 25 anos de seu maior sucesso de crítica e público, “Slave To The Grind”

5 – Prepare-se para comprar uma caça…

Peso Resistente: a discografia comentada do Motörhead

Poucas figuras encarnaram com tanta propriedade o espírito indômito do rock and roll quanto Ian “Lemmy” Kilmister. O líder, cantor e baixista do Motörhead, nascido no dia 24 de dezembro de 1945, em Londres, chegou a sete décadas de vida com a popularidade intacta, embora não se pudesse dizer o mesmo de sua saúde. Após lançar em 2015 o o disco Bad Magic, com o Motörhead, Lemmy morreu no dia 28 de dezembro, vítima de um câncer.

Foram 40 anos de Motörhead e uma vasta discografia cheia de ótimos álbuns que valem a pena ser revisitados. Há muitas outras boas canções além de “Ace of Spades” e “Overkill”, duas das mais conhecidas pelo grande público. Lemmy nunca gostou de rótulos – sempre falou que apenas tocava rock and roll –, só que os trabalhos clássicos mostrados aqui ajudaram a moldar algumas das mais importantes facetas do heavy metal moderno.

Overkill (1979)
O segundo disco do Motörhead trazia a formação mais feroz e conhecida da banda – além de Lemmy, também estavam “F…

Ratos de Porão: 'Crucificados Pelo Sistema' tem relançamento especial

O álbum de estreia do Ratos de Porão, Crucificados pelo Sistema, lançado originalmente em 1984, tem o relançamento previsto para Março deste ano nos formatos LP e CD.

A Hearts Bleed Blue (HBB), ao lado das gravadoras Läjä Records e Bruaki!, será responsável pela nova edição do clássico que, com a capa na cor preta, tem versão especial em vinil 180 gramas. O LP ainda vem acompanhado de um EP 7 polegadas inédito, com seis músicas, gravado ao vivo em 1983 no Napalm, lendária casa de show de São Paulo.

Já é possível encontrar o relançamento de Crucificados pelo Sistema em pré-venda, nos dois formatos, através do site da HBB Store. Na loja da gravadora também está à venda o documentário "30 Anos Crucificados Pelo Sistema", que conta a história da gravação do álbum de estreia do Ratos de Porão.