Pular para o conteúdo principal

Behemoth: Orion cede entrevista exclusiva para o Brasil

Na quarta-feira, 22 de outubro, tive a enorme honra de entrevistar, através da The Ultimate Music, o baixista do Behemoth, Tomasz Wróblewski, vulgo Orion. Durante quase vinte minutos de conversa conseguimos desmentir os boatos sobre o fim da banda e também sobre como se sentem em voltar para os shows no Brasil que serão realizados em novembro com a turnê do álbum ''The Satanist''. Confiram:
Alguns boatos sobre o fim da banda começaram a rolar na mídia, porque alguns membros estão engajados em outros projetos. Você tem o Vesania, junto ao Daray, por exemplo. Nós podemos pensar nesse fim?

Orion: Você provavelmente está falando de alguns boatos que surgiram algum tempo atrás depois de uma entrevista que Nergal, não?
Bem, são rumores espalhados pela imprensa, nós não temos planos sobre esse ‘’fim’’. A entrevista na qual tiraram esse boato houve uma má interpretação, se tratava de finalizarmos o último álbum que temos na discografia, que é o nosso oitavo, e não que esse seria o último da nossa carreira. Finalizar esse álbum foi muito especial para nós, estamos felizes porque as coisas foram fluindo, e falamos que poderiam mudar do nada, mas não que fôssemos terminar o Behemoth, com esse ‘’último álbum’’.

Com relação à ''Blow your trumpets Gabriel'': foi um videoclipe bastante comentado pela qualidade de produção e pela mensagem extremamente forte. Durante a composição foi proposital elevar o nível de agressividade instrumental e lírica, ou foi natural?

Orion: O nível de agressão das músicas do álbum é praticamente o mesmo, não vejo uma grande mudança das outras músicas para ‘’Blow your trumpets Gabriel’’ especificamente, porém sempre que vamos compor um álbum novo certamente tentamos aumentar esse nível de agressão, como diz.
Imagem
Behemoth é uma das bandas mais veneradas dentre o metal, e mais especificamente o black metal, e isso os deixa a margem de muitas críticas cristãs. Vocês alcançaram o mainstream, isso os deixa confiantes com relação aos ataques dessas vertentes?

Orion: Existem criticas a todo momento em todo lugar se você está lutando por algo que é extremo em sua vida você tem que continuar na luta até o fim. Várias vezes temos shows cancelados em nossas turnês, mas continuamos correndo atrás, lutando por conseguir manter nosso espaço e conquistar mais espaço, porque da mesma forma que milhões de pessoas amam e se identificam com a banda, outras milhões de pessoas odeiam. E sobre os cristãos, eles sabem que bandas assim existem e eles têm o direito de criticar, dizer o que pensam sobre, mas não nos importamos, o grande problema é o suporte que a mídia dá a esse tipo de ação, porém realmente não nos importamos desde que isso nos deixe continuar nosso trabalho.
Após sua entrada na banda você percebeu uma evolução musical no Behemoth?

Orion: Bem, isso é o que os jornalistas em suas resenhas dizem, e alguns fãs também, mas no nosso ponto de vista é um processo bastante natural, a banda não pode deixar de evoluir daqui a três anos por exemplo, e é isso que as pessoas têm medo, pensam na história da banda há muito tempo lá atrás, mas na verdade estamos crescendo e tendo melhores perspectivas agora que estamos mais velho, e podemos nos envolver nesse medo que os outros têm para produzir algo cada vez melhor.
Como estão os shows com o Vesania e a cena da Polônia?

Orion: A cena na Polônia é muitíssimo forte, tem um underground sólido aqui. Os shows com o Vesania têm sido incríveis, e por isso estamos gravando um novo álbum, estou apostando nesse som porque já faz sete anos desde o último álbum, e os últimos shows na Europa, por isso já programamos uma próxima viagem, porém é sempre ótimo retornar aos palcos da Polônia com qualquer banda.
Vocês se sentem incomodados em ter a figura do Nergal como um foco para a banda?

Orion: Porque nos sentiríamos? Somos amigos há 15 anos, ele é claramente o líder, contudo cada um é responsável pela sua parte na banda, é algo bem democrático, estamos sempre dividindo as coisas, porém Nergal é quem é mais importante, mas se não estivéssemos confortáveis com isso não estaríamos ao seu lado fazendo acontecer.
A turnê do ‘’The Satanist’’ foi bem recebida ao redor do mundo e aqui no Brasil teremos quatro apresentações dela. Quais são as expectativas para retornar ao nosso território?

Orion: Todas as turnês sul americanas foram incríveis, me lembro de ter tocado aí há muito tempo atrás, e estamos ansiosos por isso, também não há nenhum lugar no mundo como o Brasil, os fãs nos deixam com essa expectativa de ansiedade.
Muito obrigada, é um enorme prazer. Pode deixar sua mensagem para os fãs brasileiros.

Orion: Eu agradeço, o prazer é meu. Estou extremamente ansioso para fazer essa turnê, os fãs brasileiros são os melhores, vemos isso todos os dias através da mídias, e faremos bons shows.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Grave Digger: Banda Gueppardo convidada para abertura em Porto Alegre

A banda Gueppardo foi anunciada como uma das atrações de abertura para o show de Porto Alegre da nova turnê mundial do lendário grupo alemão, Grave Digger. Os shows acontecem no dia 29 de março, no teatro do CIEE (D. Pedro II, 861).

Grave Digger é considerada, ao lado de Rage e Running Wild, uma das maiores bandas de Heavy Metal surgidas na Alemanha, e uma das mais importantes do mundo. Com mais de 35 anos na estrada e 18 álbuns de estúdio lançados, essa é a décima passagem dos alemães pelo Brasil, que promovem o seu novo disco, “Healedby Metal”, lançado em janeiro de 2017.

Gueppardo é uma banda de Hard n’ Heavy de Porto Alegre (RS), formada em 2007. Possui no currículo shows em todo Brasil e também na Argentina, ao lado de nomes de peso, como Steve Grimmett's Grim Reaper e Blaze Bayley (Iron Maiden). Lançou em 2015, o álbum “Fronteira Final”, considerado como um dos melhores lançamentos do estilo no ano. Recentemente a banda disponibilizou em seu canal no youtube, o videoclipe ofi…

Electra Mustaine: a linda filha do Sr. Dave Mustaine

Guns N’ Roses: Surge primeira foto de W. Axl Rose em 18 meses

Agora já com uma volta de parte do núcleo que fez do GUNS N’ ROSES a maior banda do mundo no fim dos anos 80 e começo dos anos 90 99,999% confirmada, podemos afirmar com a mesma proporção de certeza QUE:

1 – O grupo será SIM headliner do Coachella em abril próximo;

2 – A banda fará uma apresentação ao vivo no programa televisivo JIMMY KIMMEL LIVE! no mesmo dia em que as atrações do Coachella serão afirmadas – 6 de janeiro, uma quarta-feira;

3 – Mesmo com Duff e Slash a bordo, a banda – que também terá DIZZY REED, RICHARD FORTUS e FRANK FERRER – tocará “2 ou 3 faixas” do álbum de 2008 da marca, “Chinese Democracy”;

4 – Existe SIM um esforço do empresário Doc McGhee para que o SKID ROW – agora sem vocalista – reúna sua formação clássica com o vocalista SEBASTIAN BACH para abrir os 25 shows da turnê estadunidense que começa
em maio. Seria um modo de a banda celebrar os 25 anos de seu maior sucesso de crítica e público, “Slave To The Grind”

5 – Prepare-se para comprar uma caça…