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Com agilidade, Rolling Stones acertam ao lançar ‘Sticky Fingers Live’



Mick Jagger sempre foi muito cauteloso em relação ao catálogo de músicas e álbuns dos Rolling Stones, especialmente depois da desatradas e tumultuada relação com o ex-empresário da banda, Allen Klein. Com mão de ferro, começou a controlar todos os aspectos administrativos da banda, principalmente todo e qualquer lançamento.
Desde o ano passado, no entanto, o vocalista passou a permitir o lançamento de vários shows da banda realizados ao longo dos últimos 45 anos. A lista é extensa, passando pelas turnês de 1972, 1975, 1981 e 1989.

Os dois exemplos mais recentes são “Live at the Marquee Club 1971″ e “Brussels Affair – Live in Belgium 1972″, com ótima qualidade de áudio e excelentes performances, com todos os erros e mudanças de arranjos. Isso tudo para não falar de “Live at Leeds 1971″, que se tornou o terceiro CD da edição “super deluxe'' de “Sticky Fingers'', que chegou ás lojas em maio em comemoração aos 45 anos de seu lançamento.
Com essa avalanche de lançamentos, Jagger e os Stones decidiram faturar mais algum dinheiro colocando nas lojas neste mês “Sticky Fingers Live'', ainda aproveitando para celebrar os 45 anos do álbum de 1971.

Só que desta vez contou a agilidade: como ponto de partida para a atual turnê, a banda fez um show de aquecimento no Fonda Theatre, em Los Angeles, no em 2o de maio passado, para 1,2 mil pessoas. No repertório, todas as dez músicas do álbum “Sticky Fingers''.

Quem viu o show disse que foi fantástico. E não é que um mês depois chega às lojas virtuais o áudio oficial deste show? Inicialmente vendido no iTunes, o álbum logo se espalhou para outros ambientes virtuais comerciais.

A banda prometeu e cumpriu: inaugurou sua nova turnê com um show diferente e instigante, com vitalidade e muito fôlego. O saxofone de “BrownSugar'' ainda é marcante, ainda que o mítico Bobby Keys não esteja mais no palco para comandar o naipe de metais – morreu em dezembro passado.
É uma deliciosa nostalgia ouvir músicas interessantes pouco ou nunca tocadas, como “Moonlight Mile'' e “Sister Morphine'', ou mesmo folk blues “I Got the Silver'', na voz de Keith Richards. E é sempre bacana escutar “Wild Horses'' na voz de Jagger, ainda que o cantor tenha alterado levemente algumas entonações e linhas da bela canção.

E o que dizer da jazzística e latina “Can You Hear Me Knocking?'', com sua jam final descambando para o caos stoneano da melhor forma possível, mas tudo bem ensaiadinho, como manda Mick Jagger. O show contou com um repertório maior, incluindo “Start Me Up'' e o clássico do soul “I

Can't Turn You Loose'', mas só as versões das faixas originais do álbum foram incluídas.
Os Stones ainda conseguem surpreender com boas ideias, ainda que careçam de originalidade e que não tenham a importância de um álbum com músicas novas. No entanto, “Sticky Fingers Live'' mostra uma banda interessante, com vontade de tocar e arriscando um pouco mais do que o normal. Novamente, acertaram ao lançar este projeto.

Marcelo Moreira
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