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Lemmy Kilmister: o encontro inusitado com Max Cavalera em Londres

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No livro “My Bloody Roots: Toda a Verdade Sobre a Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro”, Max Cavalera conta sobre o primeiro encontro entre ele e Lemmy Kilmister, que aconteceu na primeira turnê internacional do Sepultura, onde tocavam juntos dos alemães do Sodom.

"Conheci Lemmy quando estivemos em Londres. Fui a um bar e ele estava lá, jogando fliperama sozinho. Eu disse ao Iggor: “Olha ali, cara, é o Lemmy! Vou lá falar com ele!” E Iggor respondeu:

“Não pode!” E eu disse: “Foda-se, cara, preciso cumprimentá-lo, é o Lemmy!” Assim, fui até ele e comecei: “Como vai, Lemmy?” E ele respondeu: “Numa boa!”, e continuou jogando. Eu estava meio bêbado, então continuei falando: “O meu nome é Max, sou do Brasil e tenho uma banda chamada Sepultura. Somos grandes fãs de vocês, cara! Adoramos Motörhead. Do nada, Lemmy pegou o seu copo e derramou uísque na minha cabeça. Não sei se ele queria que eu fosse embora, tipo “Dê o fora daqui”, mas ainda assim foi demais. Voltei pra mesa e disse a todo mundo que tinha acabado de ser batizado por Lemmy! Era um batismo heavy metal, e eu estava nas alturas. Não tomei banho nem lavei o cabelo por alguns dias depois desse episódio. Nunca contei isso a Lemmy quando o encontrei mais tarde."

Em 1995, em uma entrevista para a Rock Brigade, Lemmy deu sua opinião sobre a versão de “Orgasmatron” feita pelo Sepultura:


"Os vocais são muito ruins. O instrumental ficou demais. Duvido que eles saibam o que estão cantando. Onde eu canto ‘obsequious’, Max Cavalera canta ‘obsecuse’. O que é ‘obsecuse’? Mas eu gosto de Max, ele é um verdadeiro rock ‘n’ roller".

Descanse em paz, Lemmy!

 
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